Operação Prato: os mistérios das naves não identificadas que a Força Aérea investigou no Pará
Em 1977, a FAB lançou a Operação Prato para investigar relatos de naves e luzes misteriosas sobrevoando Colares (PA). Quase 50 anos depois, o caso continua sendo um dos maiores fenômenos ufológicos da história do Brasil.
Em 1977, o pequeno município de Colares, no interior do Pará, foi palco de um dos episódios mais enigmáticos da história da aviação e da ciência brasileira. Moradores relataram avistamentos constantes de luzes misteriosas e naves não identificadas que sobrevoavam a região, causando pânico na população. O fenômeno ganhou tamanha proporção que a Força Aérea Brasileira (FAB) decidiu intervir e criou a chamada Operação Prato — uma missão oficial de inteligência para investigar os Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs).
coordenada pelo I COMAR (Comando Aéreo Regional), a operação mobilizou agentes de inteligência e uma equipe médica militar. Entre outubro e dezembro de 1977, os investigadores coletaram depoimentos, registraram fotografias e produziram relatórios detalhados sobre os avistamentos. De acordo com documentos que vieram a público anos depois, os militares chegaram a descrever naves que emitiam feixes de luz intensos e causavam sintomas físicos em moradores — como queimaduras, tontura e marcas pelo corpo.
O coronel Uyrangê Hollanda, um dos principais nomes à frente da investigação, tornou-se figura central no caso. Em entrevistas posteriores, ele afirmou ter presenciado fenômenos que a ciência convencional não conseguia explicar e chegou a relatar a presença de um suposto implante em seu próprio corpo, relacionado aos contatos com essas naves. Hollanda defendeu até o fim da vida que a Operação Prato deveria ter sido levada mais a sério pelas autoridades científicas e militares.
Embora a operação tenha sido oficialmente encerrada em dezembro de 1977, evidências sugerem que novas missões investigativas ocorreram ao longo de 1978. Documentos sigilosos liberados posteriormente indicam que a FAB continuou monitorando a região e coletando dados sobre os avistamentos. A onda de observações se estendia desde a Baixada Maranhense até a divisa com o Pará, na região do Rio Gurupi e do município de Viseu.
O caso ganhou novo fôlego em 2026, quando O Globo publicou uma retrospectiva dos principais eventos ufológicos do Brasil, situando a Operação Prato ao lado de outros episódios famosos como o ET de Varginha. O resgate histórico mostra que, mesmo quase 50 anos depois, o assunto ainda instiga curiosidade e divide opiniões entre céticos e entusiastas da ufologia.
Para pesquisadores e ufólogos, a Operação Prato representa um raro exemplo de investigação oficial sobre OVNIs conduzida por um órgão governamental. Diferentemente de outros países que tratam o tema com sigilo absoluto, o Brasil produziu documentos, relatórios e imagens que hoje são estudados por especialistas do mundo inteiro. O mistério sobre a verdadeira natureza daquelas naves sobre Colares, no entanto, permanece sem resposta definitiva.
A BBC Brasil também destacou o episódio como um marco na história da ufologia nacional, lembrando que a operação militar mexeu profundamente com os moradores dos arredores de Belém. As teorias vão desde fenômenos atmosféricos raros até a presença de tecnologia extraterrestre — mas o fato é que a Operação Prato segue como um capítulo intrigante e pouco explorado da ciência brasileira.