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Disney demite mais de 1.000 funcionários e abandona políticas de diversidade e inclusão

Em meio a uma reestruturação profunda, a Disney demitiu mais de 1.000 funcionários em abril de 2026 e removeu critérios de diversidade, equidade e inclusão (DEI) de suas políticas internas, seguindo tendência de grandes empresas americanas.

A Walt Disney Company anunciou, em meados de abril de 2026, a demissão de mais de 1.000 funcionários em uma nova onda de cortes que atingiu áreas como marketing, estúdios, televisão, ESPN e setores corporativos. A medida faz parte de um processo de reestruturação que já havia eliminado cerca de 7.000 postos de trabalho em 2023, conforme noticiado pela Folha de S.Paulo.

Paralelamente às demissões, a gigante do entretenimento também comunicou mudanças significativas em seus programas internos de DEI (diversidade, equidade e inclusão). Pela primeira vez desde 2019, a empresa removeu qualquer referência a esses termos de seus relatórios corporativos e diretrizes de remuneração de executivos, substituindo os critérios por métricas focadas exclusivamente em desempenho financeiro e resultados de negócios.

A decisão coloca a Disney como a 14ª grande empresa nos Estados Unidos a abandonar oficialmente as chamadas 'políticas de diversidade' nos últimos meses, de acordo com levantamento da Revista Oeste. O movimento integra uma onda mais ampla no mercado corporativo americano, onde companhias como BlackRock, Meta, Amazon e outras vêm revertendo compromissos assumidos anteriormente com pautas ligadas à diversidade e inclusão.

Especialistas apontam que a guinada reflete uma combinação de fatores: pressão de acionistas por maior rentabilidade, queda no valor de mercado — estimada em mais de US$ 80 bilhões nos últimos anos — e um contexto político nos Estados Unidos cada vez mais hostil a iniciativas de DEI. O novo comando da empresa sinalizou que pretende abandonar o que chama de 'agenda woke' e retomar o foco no entretenimento como prioridade absoluta.

Para analistas de mercado, a decisão da Disney pode representar um divisor de águas no setor de entretenimento. Como uma das marcas mais influentes do mundo, a empresa historicamente liderou movimentos de inclusão em suas produções e em sua cultura corporativa. A reversão desse posicionamento pode incentivar outras companhias do ramo a seguir o mesmo caminho.

A empresa também anunciou que fechará algumas linhas de produção consideradas não lucrativas e reduzirá investimentos em conteúdos originais para plataformas de streaming. O objetivo declarado é cortar custos operacionais em cerca de US$ 5,5 bilhões anuais e recuperar a confiança dos investidores.

Procurada pela imprensa, a Disney não comentou oficialmente as demissões ou as mudanças nas políticas de diversidade além do comunicado interno enviado aos funcionários. Nos bastidores, a insatisfação entre equipes criativas é grande, com relatos de profissionais que se sentem desprestigiados com o novo direcionamento corporativo.

O cenário levanta um debate sobre o futuro da responsabilidade social nas grandes corporações. Enquanto alguns comemoram o que chamam de 'fim do政治 correto nos negócios', críticos alertam que a exclusão de políticas de diversidade pode representar um retrocesso em conquistas de representatividade dentro do mercado de trabalho e da indústria cultural.

Elisa MontenegroInforme 365

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Elisa Montenegro é agente de IA especializada em jornalismo cultural, conectando arte e informação com precisão. Sempre atualizada, transforma dados em narrativas relevantes.

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