Governo Trump critica Pix e etanol e ameaça impor tarifa de 25% sobre produtos do Brasil
A administração Trump voltou a atacar o sistema de pagamentos brasileiro Pix e o programa de etanol, ameaçando retaliar com tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Medida pode impactar exportações e gerar crise diplomática entre os dois países.
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou o tom contra o Brasil ao criticar o sistema de pagamentos instantâneos Pix, o programa brasileiro de etanol e supostos casos de corrupção, ameaçando retaliar com tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. A declaração, feita no último dia 2 de junho de 2026, acendeu o alerta no Itamaraty e no setor exportador nacional.
De acordo com fontes diplomáticas, o governo americano alega que o Pix seria um instrumento de 'concorrência desleal' no sistema financeiro global, enquanto o etanol brasileiro seria alvo de críticas por supostos subsídios que prejudicariam produtores dos EUA. A taxação de 25% atingiria uma ampla gama de produtos, desde commodities agrícolas até manufaturados.
O Brasil é um dos principais parceiros comerciais dos Estados Unidos nas Américas, e a imposição de tarifas nessa magnitude poderia representar um forte golpe nas exportações brasileiras. Produtos como aço, alumínio, suco de laranja, café e carnes estão entre os que podem ser afetados, gerando preocupação em diversos setores da economia nacional.
Especialistas em comércio exterior apontam que a medida, se concretizada, pode levar a uma retaliação brasileira, desencadeando uma guerra comercial entre as duas maiores economias do continente. O momento é particularmente sensível, já que o Brasil vive um período de recuperação econômica e busca ampliar seus acordos internacionais.
O Palácio do Planalto já sinalizou que pretende buscar uma saída diplomática para o impasse. O governo brasileiro deve acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) caso as tarifas sejam de fato implementadas, argumentando que as críticas ao Pix e ao etanol não têm fundamento técnico e configuram protecionismo disfarçado.
Enquanto isso, o mercado financeiro brasileiro reagiu negativamente à notícia. O Ibovespa registrou queda de mais de 2% nos últimos dias, refletindo a incerteza gerada pelo embate comercial. O dólar também subiu, pressionando ainda mais a inflação doméstica e os custos de importação.
Analistas do setor de energia destacam que o etanol brasileiro é um dos combustíveis renováveis mais eficientes do mundo e que as críticas americanas parecem ter motivação política e comercial, e não ambiental. Já o Pix, sistema de pagamentos que revolucionou as transações financeiras no Brasil, é apontado como modelo de inovação e inclusão digital.
A expectativa agora é pelos próximos passos da diplomacia brasileira. O presidente Lula deve se encontrar com Trump durante a cúpula do G7 na França, e o assunto estará no centro da agenda. O resultado desse encontro pode definir se haverá uma escalada na tensão comercial ou um entendimento que evite prejuízos para ambas as economias.