Irã inicia funeral de Estado de três dias para o aiatolá Ali Khamenei, líder morto em ataques aéreos
O Irã deu início ao funeral público de três dias do líder supremo Ali Khamenei, assassinado em 28 de fevereiro durante os primeiros bombardeios de EUA e Israel ao país. A cerimônia é organizada pelos Guardas Revolucionários em Teerã.
O Irã iniciou nesta quarta-feira (4) o funeral de Estado de três dias para o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país que foi morto em 28 de fevereiro durante os primeiros ataques aéreos realizados por Estados Unidos e Israel contra o território iraniano. A cerimônia acontece em Teerã e é organizada pelos Guardas Revolucionários, principal braço militar do regime.
Khamenei, que liderou a República Islâmica por quase 37 anos, foi assassinado em sua residência no centro da capital iraniana. Sua morte ocorreu nos momentos iniciais da ofensiva aérea conjunta que desencadeou o atual conflito no Oriente Médio, um dos mais graves da região nas últimas décadas.
O funeral público inclui uma série de rituais religiosos e civis, com a presença de altas autoridades do regime, líderes de facções políticas locais e representantes de países aliados. Milhares de iranianos já se reuniram nas ruas de Teerã para prestar as últimas homenagens ao líder, que ocupava o cargo desde 1989.
Ali Khamenei esteve na linha de frente da Revolução Islâmica de 1979 ao lado do aiatolá Ruhollah Khomeini, fundador da República Islâmica. Após a morte de Khomeini, Khamenei assumiu o posto de líder supremo e manteve o controle absoluto sobre as Forças Armadas, o sistema judiciário e a política externa do país por quase quatro décadas.
O anúncio do funeral ocorre em meio a um cenário de tensão elevada entre Irã, Estados Unidos e Israel. Desde os ataques de fevereiro, o Irã sofreu graves baixas militares e teve sua infraestrutura estratégica danificada, enquanto o conflito se expandiu para outras regiões do Oriente Médio.
A cerimônia fúnebre deve se estender até o dia 6 de junho, com previsão de que o corpo de Khamenei seja sepultado no Mausoléu do Aiatolá Khomeini, ao sul de Teerã, onde também está enterrado o líder da Revolução. A sucessão no comando do país segue indefinida, com disputas internas entre setores moderados e linha-dura do regime.