Cosméticos naturais e veganos ganham força no mercado brasileiro

Crescimento do setor acompanha mudança no comportamento do consumidor e avanços na consciência ambiental

Out 20, 2025 - 18:31
Out 21, 2025 - 15:02
Cosméticos naturais e veganos ganham força no mercado brasileiro
Foto: Freepik

A indústria da beleza passa por um processo de transição alinhado às demandas ambientais e sociais. Consumidores passaram a questionar a origem dos ingredientes, o impacto das embalagens e os testes realizados em animais. A valorização de ativos de origem vegetal, somada à aversão ao uso de componentes agressivos, ampliou a visibilidade das marcas que adotam práticas mais limpas e transparentes.

Dados e estatíticas

O mercado global de cosméticos sustentáveis movimenta mais de US$ 29 bilhões ao ano, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC). No Brasil, quarto maior mercado de beleza do mundo, o segmento de produtos naturais e veganos registra crescimento médio de 10% ao ano, impulsionado principalmente pelo público jovem e por consumidores com pele sensível.

Para a dermatologista Dra. Mariana Souza, o apelo não é apenas ambiental, mas também clínico: “O uso de cosméticos naturais reduz o risco de alergias e irritações, já que evita parabenos, sulfatos e derivados do petróleo. Além disso, a pele recebe ativos vegetais ricos em vitaminas e antioxidantes, que ajudam na regeneração e hidratação”, afirma a especialista.

Impacto

A popularização dos cosméticos veganos e naturais impacta o consumidor e o ecossistema produtivo. Ao optar por esses produtos, o público contribui para a preservação ambiental, estimula cadeias de insumo sustentável e fortalece pequenas marcas. O segmento também beneficia pessoas com dermatite, sensibilidade cutânea ou doenças crônicas, que encontram formulações menos agressivas e com menor potencial alergênico.

Especialistas alertam para a necessidade de atenção às certificações. Organizações como a PETA reforçam que nem todo produto rotulado como “natural” ou “vegano” cumpre critérios internacionais de sustentabilidade ou práticas cruelty-free. A recomendação é verificar selos, origem dos ativos e transparência das empresas antes da compra.

O avanço dos cosméticos naturais e veganos indica um movimento consistente do mercado e dos consumidores, que tendem a priorizar saúde, ética e sustentabilidade nos próximos anos. Especialistas projetam crescimento contínuo e ampliam o debate sobre responsabilidade socioambiental na indústria da beleza.

*Com informações da,Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da PETA – People for the Ethical Treatment of Animals

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Eliane Pereira Santos Eliane Pereira é cosmetóloga e empreendedora, com experiência em estética, design de interiores e mais de 20 anos como cabeleireira. Fundadora da Verde Pele Biocosméticos, atua com foco em cosméticos naturais e veganos, desenvolvendo produtos que unem ciência, sustentabilidade e cuidado humano. Sua missão é transformar necessidades em soluções acessíveis e eficazes, promovendo autoestima, saúde da pele e impacto positivo no meio ambiente.